segunda-feira, 11 de Agosto de 2014

Recordar e Viver!!

Manuel Pacavira revela memórias




“Angola e o movimento revolucionário dos capitães de Abril em Portugal” é o título do livro de memórias (1974-1976) da autoria do escritor Manuel Pedro Pacavira a ser lançado quarta-feira, às 18h30, no hotel Epic Sana, em Luanda.
 
 
Com 319 páginas, o livro, cujo prefácio é de Aldemiro Vaz da Conceição, inclui o texto integral do Acordo de Alvor, datado de 15 de Janeiro de 1975, termo de posse do Governo de transição e texto da proclamação da independência de Angola, lido pelo Presidente Agostinho Neto, às zero horas do dia 11 de Novembro de 1975.
 
 
Aldemiro Vaz da Conceição escreve no prefácio que o livro apresenta um contributo inestimável para a compreensão do processo de descolonização e os acontecimentos políticos em Angola, entre o 25 de Abril de 1974 e Março de 1976, data em que se retiraram de Angola os invasores sul-africanos.
 
 
As memórias de Manuel Pedro Pacavira sobre este período exaltante da História de Angola, são escritas num ritmo empolgante e sublinhado pela oralidade, que é a matriz da moderna literatura angolana. 
 
 
Revelam factos, situações e protagonistas que ajudam a compreender o que estava em jogo num período em que a Guerra Fia estava no auge em África.
 
 
Manuel Pedro Pacavira, Prémio Nacional da Cultura, foi representante de Angola junto da ONU entre 1988 e 1991, onde fez o papel de embaixador de bons ofícios junto das instituições ds EUA, tendo aberto caminhos para o posterior reconhecimento de Angola por Washington.
 
 
“Este livro de Manuel Pedro Pacavira é uma peça preciosa para melhor se compreender o período conturbado entre a queda do fascismo em Portugal e a proclamação da Independência de Angola, à meia noite de 11 de Novembro de 1975”, lê-se no prefácio.
 
 
O texto sublinha ainda que “o livro revela factos até agora desconhecidos e que vão ajudar a clarificar algumas etapas do processo de descolonização e, sobretudo, a evolução do MPLA desde o momento em que foi dilacerado pelas revoltas até à conquista do poder político”.
 
 
Manuel Pedro Pacavira afirma na nota prévia que o livro “é mesmo de memórias\", com recurso exclusivo à sua própria lembrança e às notas que possui, apesar dos valiosos e multiformes subsídios que obteve de camaradas de luta daqueles momentos, como Brás da Silva e Artur Queiroz, “assim como do companheiro e eterno amigo Jorge Risquet\", membro do Comité Central do Partido Comunista de Cuba.
 
 
Manuel Pedro Pacavira nasceu no Golungo Alto, a 14 de Outubro de 1939 no seio de uma família humilde. O pai era alfaiate, na época uma profissão que dava algum estatuto social. 
 
 
A mãe era lavadeira e camponesa. É licenciado em Ciências Sociais. Foi preso político entre Junho de 1960 e Março de 1967, no Campo do Missombo, Cuando Cubango. Em meados de 1969 foi deportado para o campo de concentração do Tarrafal, Ilha de Santiago (Cabo Verde), onde permaneceu até ao dia 5 de Maio de 1974, por envolvimento na luta clandestina pela Independência de Angola.
 
 
 
Fonte: Jornal de Angola

Ao Serviço das Comunidades nos EUA

Ministro das Relações Exteriores inaugura consulado de Angola em Los Angeles
 
 


O ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Rebelo Pinto Chicoti, inaugurou, sexta-feira, em Los Angeles, Estados Unidos da América (EUA), as instalações onde vão funcionar os serviços consulares da República de Angola, nesta cidade.
 
 
A infra-estrutura, situada no centro da cidade de Los Angeles, se situa no quinto andar de um edifício e possui mais de dez gabinetes e várias salas de reuniões , onde também  estão localizadas  outras repartições de serviços extra consulado.
 
 
Cumprida a formalidade protocolar do corte da fita, seguida de uma oração de bênção, da parte de um missionário americano, Georges Chicoty visitou algumas áreas das instalações e recebeu informações de como será efectuada a prestação de serviços do consulado aos cidadãos angolanos residentes e de norte-americanos, em caso de os mesmos solicitarem eventuais pedidos para fins de negócios ou turismo.
 
 
O ministro Georges Chicoty, que ainda se encontra nos EUA, integrou a delegação angolana, chefiada pelo Vice-presidente da República, Manuel Vicente, que participou dia 06 deste mês na Cimeira Estados Unidos da América/África, organizada pela administração norte-americana.
 
 
Na ocasião, o Cônsul Geral, Martinho Codo Bachi, disse que a instituição, situada na área de jurisdição de Los Angeles,  vai cobrir 14 regiões da Costa Oeste dos EUA,  onde estão identificados  mais de  2500 angolanos  a viverem nesta região desde 1974,  que doravante  poderão fazer os seus registos ou obter documentos nacionais.
 
 
De acordo com o diplomata angolano, essa missão terá também a tarefa de conceder vistos de entrada para Angola a cidadãos norte-americanos que eventualmente manifestarem a intenção de visitar o país.
 
 
A congressista democrata representante do 37º distrito de Califórnia e membro do Comité de Relações Exteriores, a americana Karin  Bass  convidada à cerimónia considerou o momento “bastante importante", pois segundo  afirmou trabalhou durante  40 anos a apoiar  a causa  de libertação de Angola do regime colonial.
 
 
"Nós tínhamos aqui em Los Angeles  um importante  movimento activo  que não só defendeu a causa angolana como também  lutou contra o antigo regime do apartheid vigente há anos  atrás na Africa do Sul", recordou.
 
 
Testemunharam o acto o embaixador de Angola nos EUA, Alberto Ribeiro, representantes do consulado de Angola em Huston/Texas, em Nova Iorque, entre outros convidados.
 
 
 
Fonte: ANGOP

Mais uma Nota Positiva

Moody`s Investors Service considera estável o risco soberano da Republica de Angola




A agência de rating Moody`s Investors Service aumentou a notação do risco Soberano da República de Angola, de Ba3 para Ba2 com perspetiva considerada estável, durante a 5ª revisão anual que decorreu de 08 à 10 de Março do corrente ano.
 
 
A actualização do rating posiciona Angola ao mesmo nível que Portugal, Roménia , Jordânia, e acima do nível da Nigéria, Paraguai e Montenegro. A avaliação coloca igualmente Angola numa posição muito próxima ao nível de Investimento, no qual está posicionado o Brasil e a África do Sul.
 
 
No que concerne ao Foreing Country Ceiling of Bank Deposits, que reflecte a opinião da agência sobre o risco de capital e os controlos cambiais impostos pelas autoridades soberanas, que podem prevenir ou impedir o sector privado de converter a moeda local em divisas e a transferências das mesmas para credores não residentes, a subida foi ainda mais significativa uma vez que o país passou de Ba3 para Ba1.
 
 
Foram ainda registadas melhorias significativas nas notações relacionadas com o Local-Currency Ceilings, reflexo da opinião da agência sobre o conjunto de riscos que um emissor em qualquer jurisdição está exposto, incluindo risco económicos, legais e políticos de Baa3.
 
 
De realçar que a classificação do risco soberano é a nota dada por instituições ou agências especializadas em análise de crédito de risco aos países que pretendem emitir dívida no mercado internacional. As agências avaliam a capacidade e a disposição de um país honrar, pontual integralmente os pagamentos da sua dívida, tendo em conta as perspectivas de um forte crescimento económicas no médio prazo, assentes no aumento da produção de petróleo, bem como o aumento e melhoramento ao crédito público, assim como a capacidade demonstrada pelo Executivo na implementação de reformas estruturais.
 
 
O rating é um instrumento relevante para os investidores, uma vez que fornece uma opinião independente a respeito do risco de crédito da dívida do país analisado.
 
 
Recentemente, representantes da agência Moody`s Investors Service efectuaram uma visita ao nosso país, e mantiveram contactos com altos funcionários dos Ministérios das Finanças (organizador), Economia, Planeamento, Construção, Habitação, Indústria, Comércio, Petróleos, Banco Nacional de Angola, bem como, altos responsáveis da SONANGOL EP, Fundo Soberano de Angola, do Instituto para o Sector Empresarial Público, da Agência Nacional de Investimento Privado, da Petrolífera Total S.A, do Fundo Monetário Internacional, e da Embaixada dos Estados Unidos da América em Angola.
 
 
Na altura os representantes visitaram igualmente o Projecto Agrícola da Quiminha, situado na província de Luanda.
 
 
 
Fonte: MINFIN

segunda-feira, 9 de Junho de 2014

A Cuidar das nossas comunidades no exterior

Angolanos nos EUA recebem certidões de nascimento



O cônsul geral de Angola em Nova Iorque, Adão Pinto, presidiu ao acto da primeira entrega de certidões de nascimento à comunidade angolana, depois de um processo de recolha de dados e registo de cidadãos angolanos iniciado em 2012.

 
O registo foi liderado pelo Consulado de Angola em Nova Iorque, em parceria com os ministérios angolanos das Relações Exteriores, e da Justiça e Direitos Humanos.
Com os documentos ora entregues, os beneficiados poderão adquirir os seus bilhetes de identidade e passaportes, bem como registar os seus descendentes junto do Consulado de Angola.
A primeira entrega de certidões de nascimento teve simbolicamente lugar em Filadélfia, em virtude da ligação histórica a Angola dos angolanos aí residentes, muitos dos quais antigos combatentes e veteranos da Pátria.
O processo terá continuidade nos estados norte-americanos de Nova Jersey, Connecticut e Massachusetts.
 
 
Fonte: ANGOP
 

A febre do mundial tambem chegou a Angola

Mundial na Baía vai trazer milhares à rua



Os jogos do Mundial de futebol no Brasil vão ser transmitidos ao ar livre, num ecrã gigante de 24 metros quadrados, em plena baía de Luanda, em Angola.

 
O «Mundial na Baía», assim se chama a iniciativa, funcionará entre os dias 12 de junho e 13 de julho e, segundo a organização, são esperadas entre 15 a 20 mil pessoas por dia.




 
Além das transmissões televisivas, está prevista a realização de vários eventos, em simultâneo.




 
O «Mundial na Baia» é organizado conjuntamente pela Comissão Administrativa da Cidade de Luanda, pela Televisão Pública Angolana (TPA), pela empresa PLayer e ainda pela Sociedade Baía de Luanda.
 
 
 
Fonte: Lusa