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LOUCO SERÃO

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Salve Mandume Rei dos Kwanhamas !

Ministra da Cultura nas jornadas comemorativas dos 96 anos da morte do rei Mandume

Ondjiva - A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, cumpre desde o princípio da tarde desta terça-feira uma visita de trabalho de 24 horas à província do Cunene, a fim de participar nas jornadas comemorativas do 96º aniversário da morte do Rei Mandume-Ya-Ndemufaho, a assinalar-se a 6 de Fevereiro.
Durante a sua estadia na província do Cunene, Rosa Cruz e Silva vai orientar o seminário internacional denominado "Resistência à ocupação do Sul de Angola: O caso do Cunene", a decorrer no complexo turístico do Oihole, local onde se encontra sepultado o Rei Mandume-ya-Ndemufayo, localizado no município de Namacunde.
O seminário, que se enquadra no âmbito do projecto de divulgação e valorização das figuras históricas angolanas, visa realçar factos da história regional, resgatar e reconstruir a memória e a identidade enquanto processo de construção da história nacional.
De realçar que o povo da tribo Ambós, localizado no sul de Angola e norte da Namíbia, celebra a 6 de Fevereiro o 96º aniversário da morte, por suicídio, do rei Mandume-ya-Ndemufayo, destacado líder da resistência contra a ocupação colonial portuguesa na região Sul de Angola, que preferiu a morte para não ser dominado.
 
Pertencente ao reino mais poderoso da tribo Ambós, o rei Mandume -ya-Ndemufayo comandou os destinos do povo Kwanhama num dos períodos mais difíceis da história da região sul, de 1911 a 1917.
Desde então o seu nome e feito ficaram marcados na tradição dos Ambós, que o apelidaram de "O cavaleiro incomparável".
 
A sua determinação dificultou o projecto de implantação da administração colonial, impondo duras derrotas às tentativas de ocupação do seu território, o que levou os europeus a aliarem-se contra o seu reino.
 
Durante o reinado de Mandume, as guerrilhas entre os povos africanos acabaram e passaram a ser apenas contra os portugueses que, a todo custo, tentavam ocupar a parte sul de Angola.
 
Antes da ocupação colonial, os Ambós estavam divididos pelos reinos Kwanhama (o mais importante), Kuamatuis (pequeno e grande), os dois estados do Evale, Dombala e Kafima. Estes estados viviam unidos, salvo alguns conflitos por causa das guerrilhas no sul de Angola.
 
Para enaltecer a figura do rei, o executivo angolano construiu, em 2000, na localidade do Oihole, o complexo turístico em memorial ao rei, cujo acto inaugural aconteceu em 2002, presidido pelo Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.
 
No seu túmulo lêem-se as suas célebres palavras: "Se os ingleses me procuram, eu estou aqui, e eles podem vir e montar-me um ardil, não farei o primeiro disparo, mas eu não sou um cabrito nas mulolas, sou um homem (...) e lutarei até gastar a minha última bala".



Fonte: ANGOP