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LOUCO SERÃO

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A Industria a Crescer!

Indústria angolana tem bom potencial


Angola pode reduzir o actual volume de importação de bebidas, avaliado em 60 mil milhões de kwanzas por ano, caso seja aproveitada a capacidade instalada da indústria nacional, estimada em cerca de três mil milhões de litros por ano. A estimativa é da Associação Industrial de Angola (AIA), que considera as fábricas existentes no país detentoras de instalações industriais de classe mundial.

De acordo com uma nota de imprensa da AIA a que o Jornal de Angola teve acesso, a indústria nacional de bebidas é responsável por mais de 12 mil postos de trabalho directos e tem a capacidade de distribuição pelo território nacional, quer através de meios próprios, quer por meio da sua rede de agentes e distribuidores.

Na nota, a AIA sublinha que a substituição de importações no sector das bebidas pode ter um impacto significativo a nível do descongestionamento dos portos, com milhares de contentores por ano a serem poupados.A AIA defende a concorrência, que, quando praticada de forma leal, constitui um estímulo para a inovação e para a modernização da indústria.

Recentemente, a ministra da Indústria, Bernarda da Silva, apontou 2017 como o prazo limite para a auto-sustentabilidade do país em termos de bebidas.“O Executivo tem estado a trabalhar na protecção da indústria nacional, tendo em vista a redução das importações”, frisou a ministra, esclarecendo que medida incluía as bebidas alcoólicas, refrigerantes, águas e sumos.

Para a protecção da produção de bebidas, declarou a ministra, estão em curso iniciativas que, em pouco tempo, vão fazer com que o país deixe de as importar nas quantidades actuais. Em 2012, o Governo angolano agravou as taxas aduaneiras sobre os produtos importados. “A ideia é reduzir a dependência do exterior, diversificar a economia e aumentar os postos de trabalho disponíveis”, sublinhou a ministra.Nos últimos anos, o Governo angolano tem apostado forte no relançamento da indústria, com a abertura de pólos industriais em diferentes províncias.

No final de 2011, nasceu a Zona Económica Especial (ZEE) Luanda/Bengo, com o objectivo de criar uma base económico-social sustentável e um eixo regional de desenvolvimento que constituiu um marco significativo no relançamento da produção interna de bens e serviços.

Com a ZEE, surgiram as primeiras oito unidades fabris no local, visando a diversificação da economia nacional e uma maior competitividade no mercado de bens e serviços. Trata-se das fábricas industriais da Angolacabos (cabos de fibra óptica), a Inedu Plastic (produção de plásticos), a Indutize (fábrica de tintas e vernizes), a Mateletrica (vocacionada ao fabrico de material eléctrico), a Mangoeal (construtora de torres metálicas), a Pivangola (especializada na irrigação agrícola), assim como a Pipelaine Angola e a Vedatela, fabricam de tubos, vedações e arames.Estendendo-se sobre uma área de 8.500 hectares, a ZEE compreende os municípios de Viana, Cacuaco e Icolo e Bengo, na província de Luanda, Dande, Ambriz e Nambuangongo, na província do Bengo.

A obra que dá corpo e estrutura a um dos principais objectivos estratégicos do Executivo que consiste na diversificação das fontes de rendimento da economia do país e a criação de grupos económicos nacionais fortes e competitivos em vários domínios da economia vai criar mais de dez mil postos de trabalho directos.

O projecto prevê a construção de 73 fábricas e tem o pendor de oferecer e gerir espaços infra-estruturados e de serviços, para que, até 2015, o país seja reconhecido como a primeira escolha na instalação de indústrias e outros negócios. Programa alargado. A par da ZEE, outras iniciativas estiveram em curso nos pólos industriais de Fútila (Cabinda), do Soyo (Zaire), da Catumbela (Benguela) e da Matala (Huíla), na zona mineiro-industrial de Cassinga (Huíla) e no perímetro agro-industrial de Pungo-Andongo (Malange).

No sector da indústria têxtil, vestuário e calçado, a indústria angolana deu os primeiros passos com o relançamento da cultura e de algodão, a reabilitação e desenvolvimento da produção têxtil, para dar lugar às fábricas de tecidos da Textang II, em Luanda, a África Têxtil, em Benguela, e a SATEC, no Dondo, empreendimentos paralisados há mais de 20 anos.

Em 2011, foi anunciado também o projecto de construção de uma nova siderurgia, a ser erguida na província do Kwanza-Sul. Para a sua concretização, o sector industrial iniciou discussões sobre o seu financiamento ao mesmo tempo que existem já acordos no domínio comercial.
 
 
Fonte: JA