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LOUCO SERÃO

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Pavilhão da Copa do Mundo já tem aspecto de Arena

Luanda – Cinco meses após o início da construção, o pavilhão Arena, palco principal do 41º campeonato do mundo de hóquei em patins em Setembro, está concluído em 50 porcento graças a uma estratégia de sobreposição de tarefas em cadeia, onde de um lado se verifica a colocação da estrutura e do outro a execução de acabamentos.


O cenário das obras com um dos lados já em fase de colocação de bancadas transmite a falsa ideia de que o imóvel está em fase final, mas um olhar atento verifica-se que resta ainda muito por fazer há cerca de 155 dias do prazo da entrega oficial, em Agosto.


Duzentos e dez funcionários nacionais e 40 portugueses garantem quase ininterruptamente a edificação da infra-estrutura com capacidade para 12 mil espectadores. 7h30 pontualmente, tal como constatou a Angop, todos prontos para mais um dia de “labuta”, maior parte dos quais sem hora de saída. A ideia é encurtar o prazo de conclusão de 12 para 10 meses.


“Existem dias sem hora de saída. Entramos oficialmente às 7h30 e saímos às 16, mas caso haja algo por terminar vamos além deste período, num tempo extraordinário que requer entrega e força de vontade dos funcionários”, disse o director de obra, o engenheiro Carlos Manuel Varajão de Sousa.


A primeira fase da construção iniciou em Outubro de 2012 com movimento de terras, abertura de fundações, seguida da colocação da estrutura, estando actualmente tudo a decorrer conforme planeado num rol de optimismo, admitindo-se já a hipótese de colocação da cobertura metálica.


Os revestimentos de pavimentos, execução de paredes e afinações dos processos construtivos para reduzir ao máximo o número de intervenções desperta a atenção de quem aprecia de fora o pavilhão Arena, ou seja, os trabalhos em curso, à distância, parecem mesmo na recta final.


O palco do único mundial de hóquei em patins a ser disputado em África está a ser erguido com material nacional como cimento, inertes, aço, além da estrutura metálica produzida localmente.

De fora, até agora vieram apenas as velas do revestimento exterior.


Sobre os funcionários, a constatação é positiva. Carlos Varejão de Sousa enaltece o empenho de todos, numa relação de amizade e também de aprendizado recíproco entre lusófonos, onde a evolução e a competência profissional têm sido nota dominante.


A empresa encarregue da obra denomina-se “Omatapalo”, de direito angolano mas que conta com especialistas portugueses. Os quadros nacionais estão colocados em diversas áreas como carpintaria, cofragem, serralharia, carpintaria de cofragem, pedreiros, técnicos de segurança, de recursos humanos e serviços administrativos, técnicos financeiros, motoristas e seguranças.


Maria do Rosário Miguel Neves António personifica a vontade e o orgulho dos angolanos em participar na edificação do pavilhão, palco do primeiro mundial de hóquei em patins em África. Formada em construção civil e ocupando o posto de assessora do director de obra, diz-se encantada e louva o facto de fazer parte do crescimento do país.


Ela, que também administra, entre outras, a área de transporte, recursos humanos e finanças, afirma que a construção do imóvel em Luanda tem sido uma oportunidade para os jovens, numa altura em que não tem sido fácil encontrar emprego, numa Angola cada vez mais exigente na qualidade dos quadros.


“Tive a sorte de ser recrutada por via de um concurso público. Enviei o meu curriculum à empresa e fui aprovada imediatamente e hoje, à semelhança de muitos angolanos que trabalham aqui, quero ter o orgulho de dizer que participei na edificação deste pavilhão e do processo de reconstrução nacional”, disse.


O pavilhão Arena conta com um parque exterior para 800 viaturas e outro interior para 42 reservada aos “vips”. Existe a entrada presidencial, a principal com acesso ao piso zero e as laterais no seu perímetro total.


No piso menos 1 existem 4 rampas principais de acesso às bancadas inferiores amovíveis ao nível do recinto de jogo, e que servem também para evacuação em caso de emergência, além de oito caixas de escadas principais e seis elevadores.


As bancadas do piso menos um (ao nível da quadra de jogo) são estruturas metálicas motorizadas que recolhem mecanicamente umas dentro de outras e alojadas debaixo de uma pala. Com a sua remoção, fica um espaço onde pode caber duas quadras para modalidades de sala.


Na verdade, existem quatro pisos no total, o menos 1 localizado na cave (destinado à pratica desportiva), o piso zero (reservado às entradas principais), o piso 1 (destinados aos camarotes e profissionais da comunicação social) e o piso 2 (de acesso às bancadas superiores).


O palco de um das séries do mundial, da cerimónia de abertura e encerramento, está localizado em Camama, no sentido contrário ao estádio 11 de Novembro.




Fonte: ANGOP