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LOUCO SERÃO

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O sector petrolífero deverá receber cerca de 65,7 mil milhões de dólares de investimento entre este ano e 2017, de forma a que Angola aumente a produção de petróleo e gás, a capacidade de armazenamento e refinação de hidrocarbonetos, assim como a rede de postos de abastecimento. Este boom de investimentos está previsto no Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017 e corresponde, grosso modo, a cerca de 57% do PIB angolano em 2012.

O ano de maior investimento é 2013 (17,4 mil milhões de dólares). A partir de 2014, o investimento baixa progressivamente: 16,4 mil milhões em 2014;14,1 mil milhões em 2015; 10,3 mil milhões em 2016; e 7,4 mil milhões em 2017. Nesta altura, recorde-se, está em curso a conclusão do projecto do Soyo (refinaria e terminal de gás natural liquefeito, em fase de acertos técnicos), estando ainda prevista a construção de uma refinaria no Lobito.

O documento indica que a produção média diária de petróleo deverá atingir este ano 1,84 milhões de barris por dia (mbpd) face aos 1,73 em 2012. A extracção de petróleo vai subir nos próximos anos (1,93 mbpd em 2014, 2,07 em 2015 e 2,10 em 2016), à medida que entram em produção em alguns campos, mas baixa em 2017 com o declínio de outros.

Na semana passada, recorde-se, o presidente da Sonangol anunciou em Espanha, à margem de uma cimeira de negócios bilateral, que a empresa vai leiloar mais 54 blocos para exploração de hidrocarbonetos. De acordo com Francisco de Lemos, o Governo angolano já autorizou o início da licitação de 15 blocos onshore na bacia do Kwanza, esperando-se que em breve possam ser lançados os concursos. Mas a produção nestes blocos só deverá dar ‘frutos’ a médio prazo.

O documento que traça as metas de governação sectorial para os próximos anos prevê um forte aumento da capacidade de armazenagem de petróleo e derivados em terra. Este ano deverá atingir 942.000 m3, no próximo 1.290.000 m3, em 2015 chegará aos 1.526.000 m3, em 2016 atinge os 1.650.000 e, no final do período, será de 1.670.000 m3.

Forte criação de emprego
Quanto à criação de emprego neste sector, vai aumentar fortemente. Em 2012, dava trabalho directo a 72.673 mil pessoas. Este ano, deverão ser criados mais de sete mil postos de trabalho (para quase 80 mil) e em 2014 estarão empregadas 87.880 pessoas. A partir de 2015, haverá uma ‘explosão’: 96.668 pessoas vão estar ligadas a esta área e 106.306 em 2016. No fim do período, o Governo estima que quase 117 mil pessoas tenham no sector petrolífero o seu ‘ganha-pão’.

O desenvolvimento de novas infra-estruturas vai criar boa parte dos novos empregos, mas também o crescimento da rede de postos de abastecimento tem potencial.

O país tem nesta altura cerca de 640 postos de abastecimento (mais de 400 são da Sonangol), prevendo-se que este ano sejam construídos mais 130. Em 2014 surgirão 58, em 2015 mais 29, em 2016 outros 66 e, em 2018, mais 51, para um total próximo dos 1.000 postos.

O Plano Nacional de Desenvolvimento aposta no reforço do papel da Sonangol no sector, nomeadamente como operador. A petrolífera pública divulgou, no final da semana passada, parte do relatório e contas no seu site na internet. Os lucros mais do que duplicaram face ao ano anterior, mas à custa de resultados extraordinários que não são explicitados no documento.