Radioguide.fm

Radioguide.fm

envia ao seu amigo

Muzangala TV

Loading...

LOUCO SERÃO

GALERIA

LOUCO SERÃO

Etiquetas

configuração rato

Vamos Proteger o Que e Nosso!

Investidores nacionais têm maior protecção



O Estado angolano garante protecção às empresas nacionais durante algum tempo, para que possam competir com as empresas de referência internacional, afirmou o economista Manuel Nunes Júnior.


O antigo ministro de Coordenação Económica, que falava à margem da primeira conferência internacional sobre a tributação do ciclo anual de 2013, Eficácia dos estímulos ao desenvolvimento e­conómico e a problemática das isenções fiscais, realizada em Luanda, assegurou que a protecção do empresariado nacional impõe-se durante um determinado período para permitir que se fortaleça e esteja em condições de concorrer com companhias internacionais mais experientes.

“A protecção será feita até que as empresas cheguem a um patamar a partir do qual possam competir com outras organizações empresariais de referência internacional”, sublinhou o também presidente da 5ª Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional.

Manuel Júnior argumentou que a protecção é necessária porque Angola está a iniciar um processo de desenvolvimento historicamente atrasado em relação a outros países “altamente desenvolvidos”.“Nós estamos no começo do processo e, para que uma competição seja justa, os agentes não podem ser muito desiguais. Se eu coloco numa pista de corrida uma criança e um adulto, de antemão, já sei quem será o vencedor e não será uma competição justa, daí que precisemos de um período de protecção às nossas empresas”, observou.

O economista referiu também que o Estado angolano tem vindo a desenvolver incentivos financeiros e benefícios aduaneiros e fiscais, de um modo geral, ao sector privado, para permitir que tenha um peso significativo na economia do país.

Por isso, sustentou, os incentivos são importantes não só para que o ritmo de crescimento de Angola seja cada vez maior, mas também para que o sector privado continue a ser, tal como desde 2006, o que mais cresce em Angola.

O economista Manuel Júnior referiu ainda que, desde 2006, o sector não petrolífero tem crescido mais do que o sector petrolífero e é fundamental que esse crescimento se faça de uma forma cada vez mais harmoniosa, para que todo o sistema de benéficos fiscais, financeiros e aduaneiros sejam postos em prática, no sentido de permitir que o investimento seja feito em todo o país para evitar as assimetrias regionais.

“Queremos um crescimento simétrico e desse ponto de vista é importante que haja benefícios fiscais e incentivos para o investimento ser harmonioso”, concluiu.

Professor da Universidade Agostinho Neto, Manuel Nunes Júnior é licenciado em Economia pela Universidade Agostinho Neto (UAN), mestre em economia pela Universidade de Essex e doutorado em Economia pela Universidade de York, Inglaterra.
 


Fonte: JA