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LOUCO SERÃO

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Economia a entrar nos carris

BNA está «num processo de retoma» da económia




A economia angolana teve de fazer reajustamentos, na sequência da crise, mas já está “num processo de retoma”, disse o vice-governador do banco central, estimando que o crescimento em 2014 será já “claramente superior” aos anteriores.

“O que se passou foi que, durante os últimos anos, por força dos efeitos da crise, tivemos que reajustar alguns indicadores macroeconómicos, nomeadamente o do crescimento do Produto Interno Bruto”, disse António André Lopes, em declarações aos jornalistas, à margem do XXIII Encontro de Lisboa entre os Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa, que hoje decorre na sede do Banco de Portugal, em Lisboa.

“Estamos num processo de retoma e, para 2014, já se espera um crescimento do Produto Interno Bruto (…) claramente superior ao dos períodos exteriores”, adiantou, reconhecendo que, na sequência da crise económica e financeira mundial, Angola teve de “reformular alguns projetos, nomeadamente de investimento”.

Destacando que o país vive uma “estabilidade cambial”, o vice-governador do Banco Nacional de Angola faz um “balanço positivo” da nova lei cambial, que permitiu à economia angolana entrar num “processo claramente de desdolarização” (afastamento do dólar).

“Começa também a surgir um mercado secundário de câmbios, que, no passado, praticamente não existia, uma vez que o banco central era o único provedor”, acrescentou.

O setor petrolífero, que mais efetuava transações em moeda externa, deixou de fazê-lo em junho, passando os pagamentos domésticos a ser feitos na moeda nacional. Desde 01 de outubro que “os recursos financeiros” resultantes desse setor “passaram a ser domiciliados em instituições financeiras bancárias angolanas”, realçou.

O vice-governador partilhou com a assistência lusófona reunida no Banco de Portugal a experiência, e os desafios, de Angola no crédito bancário, procurando colocá-lo “ao serviço da economia”.

A questão que se coloca é a de perceber “por que é que, em países como Angola, com taxas de crescimento assinaláveis, o crédito bancário tarda em assumir o papel catalisador do investimento privado”, assinalou, realçando que, em Angola, “o crédito bancário tem tido uma trajetória crescente mas ainda se encontra em níveis relativamente baixos”.
 
 
 
 
Fonte: Lusa