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LOUCO SERÃO

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Esta na hora de profissionalizar...

Zaire: Autoridades na busca da pesca industrial


 
 
Melhorar a qualidade da pesca com novas embarcações, para capturar produtos do mar em quantidades industriais, é uma das metas que as autoridades do município do Nzeto, província do Zaire, propõe-se realizar a médio prazo.

Para tal, consideram fundamental a atracção de investidores interessados em explorar os mares locais e criar base para o surgimento da pesca industrial ou semi-industrial.

De acordo com o responsável de comunicação e imagem da Administração Municipal, Ramos Paulo, o Nzeto tem uma intensa actividade pesqueira, feita com poucas embarcações artesanais, que querem ver transformadas e renovadas.

“Precisamos de investimentos nesta área, porquanto daquilo que temos, de acordo com a pesca artesanal, conseguimos trazer peixe de qualidade. Mas se tivermos de apostar mais um pouco na pesca industrial, teríamos uma melhor dieta alimentar para as populações”, disse o responsável à Angop.

Sem se referir ao número de embarcações e agentes de pesca que operam localmente, disse terem no Nzeto mares com grande diversidade, de onde saem muitas espécies comercializadas noutras regiões do país.

“O peixe grosso que expusemos na Feira dos Municípios e Cidades de Angola é mais-valia do Nzeto. As embarcações vão buscar peixe no Nzeto, sobretudo de Luanda”, afirmou, quando procedia ao balanço da participação daquela região na feira dos Municípios e Cidades de Angola (FMCA) e no Fórum Internacional de Turismo (OKAVANGO2013).

Lagostas podem rentabilizar negócios


Explicou que a região é rica em peixe, crustáceos e mariscos, sendo também uma referência para o peixe seco. Espécies como tubarão (salgado), bagre do mar e do rio são facilmente encontradas nos mercados.

“Além do peixe, o Nzeto também é potencial em termos de marisco. Aí vamos encontrar lagosta, lagostinhas, camarão tigre, santola e outros frutos do mar”, precisou.

Pelo seu potencial, convidou os empresários a apostarem na exploração industrial de mariscos, sobretudo lagostas, que podem ser transportados de forma segura para Luanda e outras cidades do país.

Entende que os gestores de hotéis, restaurante e similares teriam uma grande fonte de abastecimento de lagostas, se optassem em busca-lo no Nzeto.

“Essas coisas no Nzeto são capturadas apenas para os momentos de lazer. Pesca-se quando se tem um ambiente familiar ou entre amigos, mas abundam”, reforçou.

Produção de sal é feita com normalidade

O responsável informou, por outro lado, que a região continua a produzir com boas cifras o sal, hortaliças, frutas e outros produtos do campo, como feijão e milho.

“Podemos encontrar o feijão, milho, abóbora, gergelim e até a produção do sal. A nível da província, desde a época colonial, o Nzeto tem duas salinas que denominamos salina do Norte e salina do Sul.

Desde o tempo colonial, este sal foi um valor acrescentado e também chegava a outras províncias. Conseguimos fornecer o sal, até hoje, à província do Uíge”, informou.

Disse desconhecer as quantidades de sal produzidas actualmente, mas garantiu haver stocks em grande número. Dadas as cifras, vão agora lutar para melhorar ainda mais as vias de comunicação.

“Através do governo da província, Já temos uma empresa em fase de montagem de estaleiro, que vai pegar as vias de acesso à comuna de Kindeji e de Kibala Norte. Julgamos que reparadas ou reabilitadas estas duas vias, o município do Bembe, na província do Uige, teria muitas vantagens, pois os produtos sairiam directo para aquela área”, expressou.

“Entre o Nzeto de ontem e o de hoje há uma grande diferença. É a porta de acesso à província do Zaire e, tão logo se passa pela Musserra, encontra-se uma via com novo tapete asfáltico”, vincou.
 
 
 
 
Fonte: ANGOP