Radioguide.fm

Radioguide.fm

envia ao seu amigo

Muzangala TV

Loading...

LOUCO SERÃO

GALERIA

LOUCO SERÃO

Etiquetas

configuração rato

Imunidades!!!

Angola está mais imune a crises nos preços do petróleo


Angola está muito mais bem preparada para enfrentar uma eventual crise que atinja o preço do petróleo, considera o representante residente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Nicholas Staines, numa entrevista concedida ao ‘European Times’ e a que O PAÍS teve acesso.

“O país está muito melhor colocado do que antes para enfrentar outra crise de preço do petróleo, mas agora precisa de fazer um esforço concertado para abordar os obstáculos estruturais à obtenção de um crescimento mais diversificado”, disse.

O representante do FMI classifica como positivas as perspectivas que se colocam ao país mas adverte que as receitas petrolíferas, que ‘fornecem um valioso recurso no apoio a esse esforço, são também limitadas e precisam de ser utilizados de forma prudente’ Staines enumera os avanços registados: ‘Angola reforçou consideravelmente a sua gestão macroeconómica e conseguiu uma significativa estabilidade macroeconómica.

Que agora precisa de ser mantida. O país construiu o espaço da política que tornará mais fácil suportar outro choque decorrente do preço do petróleo: as reservas externas são muito maiores do que antes, a taxa de câmbio está estável, a inflação é de um dígito, e o défice fiscal não-petrolífero é muito mais gerível. Também se têm registado significativos, ainda que desiguais, avanços no sentido de maior transparência e do fluxo de informações disponíveis ao público, o pode ser constatado, por exemplo, no site do banco central’.

Lidar com um ambiente ‘desafiante mas gratificante’ Para o representante residente do FMI, Angola oferece grandes possibilidades aos investidores directos estrangeiros que mostrem capacidade para lidar com um ambiente de negócios desafiante mas gratificante. Nicholas Staines chama a atenção para o programa de investimentos governamental de médio prazo, assinalando que também existem oportunidades que não dependem directamente do Orçamento. ‘As taxas de retorno sobre os investimentos têm sido historicamente elevadas, mas há obstáculos e as empresas que vêm para Angola precisam ter uma perspectiva a longo prazo e reconhecer que o negócio em Angola se baseia na construção de relacionamentos. Existem bons exemplos de parcerias entre locais e estrangeiros’, acentua o representante do FMI.

Rever a percepção

Na opinião de Stein a comunidade internacional precisa de rever a ‘percepção da gestão macroeconómica de Angola’. O governo angolano tem feito grandes progressos nesta área nos últimos anos e é merecedor dos créditos pelo que tem realizado. São coisas positivas que estão a acontecer aqui e a que a comunidade empresarial internacional deve prestar atenção’, sublinha. Mas adianta que ‘há ainda um longo caminho a percorrer para melhorar o ambiente de negócios’. O representante do FMI adianta que, desde a conclusão do Acordo Stand-by, em Março de 2012, firmado com o fundo na sequência da derrocada dos preços do petróleo provocada pela crise internacional as relações entre o Fundo e o Executivo angolano têm sido menos ‘intensas’ mas, adianta, ‘continuamos a acompanhar a evolução de perto como parte de nosso «pós-programa de monitorização». Também fornecemos assessoria política, assistência técnica e capacitação. Angola é uma importante economia na África Subsaariana e no trabalho trabalho desenvolvido pelo FMI no plano da monitorização dos desenvolvimentos verificados na região, pelo que iremos continuar a prestar a maior atenção à evolução da sua economia’.

Marco importante

Para o FMI, o Orçamento Geral do Estado deste ano constitui um ‘marco importante’, já que todos os gastos públicos passaram a constar do envelope orçamental, ao contrário do que sucedeu até agora, em que a Sonangol assumiu um importante papel para-fiscal. Provida de recursos e capacidade financeira, a Sonangol envolveu-se em muitas áreas da esfera do Estado, complicando a implementação da política macroeconómica. Representa pois um desafio importante delinear com maior clareza as relações entre o sector petrolífero e o Orçamento e, mais amplamente, fortalecer a capacidade do Estado para cumprir os seus objectivos de política’, refere o representante da FMI.
 
 
Fonte: O Pais