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LOUCO SERÃO

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"Escuro Não”.

Puto Português fez um vídeo em que brinca a dizer "escuro não". Vários músicos angolanos são acusados de terem clareado a pele e um deles admite ter feito tratamentos no Brasil. Angolanos não perdoam.

“Escuro não, escuro not“. As palavras do Puto Português estão integradas numa polémica sobre a alegada tendência dos cantores e kuduristas africanos para clarearem a pele.

O músico angolano fez um vídeo acompanhado pelo também músico e amigo Francis Boy, publicado depois no Instagram, com declarações vistas como um apelo à discriminação racial.

O assunto ganhou importância depois de o cantor angolano Madruga Yoyo ter admitido que estava a fazer um tratamento para clarear a pele. Em entrevista à Televisão Pública de Angola (TPA1), o kudurista assume que tomou “injeções” no Brasil com esse objectivo. Questionado sobre o motivo para esta transformação, Yoyo diz que é a mesma coisa que pintar o cabelo ou “colocar lentes de contacto” com outra cor. E sublinha que não se trata de não gostar da cor que tinha. “Não é não gostar, eu sempre gostei da cor. É uma questão de estética”.
O Puto Português afasta-se da polémica. Já com dez anos de carreira, o músico rejeita qualquer promoção ao clareamento da pele ou aversão à raça negra. Em comunicado, diz que se tratou de uma “brincadeirinha” sem fundamento. “Se fosse um humorista vocês apenas iriam matar-se de rir não é? Sou negro e me orgulho de ser, mas não posso me calar diante de uma situação como esta”, explica.

O público não perdoa e reage nas redes sociais com duras críticas. “Escuro sim, mulato de laboratório não”, “racista”, “a tua mãe e o teu pai são brancos?”, “queres ser mulato à força” e “estás a cuspir no prato onde comeste” são alguns dos comentários a várias fotografias no perfil do Facebook do Puto Português.

A Televisão Pública de Angola (TPA1) divulgou algumas imagens que ilustram diferenças de cor em alguns cantores, com o “antes” e o “depois”. Na reportagem, o jornalista diz que os dois protagonistas do vídeo têm “um tom de pele mais claro” e diz que estes tiveram um discurso “curto”, mas “depreciativo em relação ao tom de pele original”.