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LOUCO SERÃO

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É o fim do Instagram da maneira que todos nós conhecemos



o Instagram decidiu alterar uma das suas principais características, enfrentando um enorme onda de oposição por parte dos utilizadores.


No centro da polémica está o feed inicial, a linha cronológica onde os utilizadores do Instagram vêem os últimos vídeos e fotografias partilhadas pelos seus familiares, amigos e ídolos assim que abrem a aplicação. De acordo com uma nota que a rede social divulgou, a ordem cronológica será substituída por um critério de relevância.

Assim, os utilizadores vão passar a ver em primeiro lugar as imagens e filmes de quem lhes é teoricamente mais próximo. O Instagram não explica como, mas tendo em conta a sua integração com a proprietária Facebook, presume-se que a existência de uma amizade com um dado utilizador na rede social de Mark Zuckerberg será um dos factores de relevância. A frequência e intensidade das interacções com certos perfis, bem como as pesquisas feitas ao longo do tempo, poderão ser outras variáveis em jogo.

As partilhas de celebridades como músicos, modelos ou desportistas (ou como o Papa Francisco, que aderiu à rede) também terão prioridade na timeline face às imagens de meros conhecidos do trabalho.

A mudança encontra-se em fase de teste, e a empresa admite alterações no processo.

Na prática, este novo algoritmo aproximará a experiência de utilização do Instagram daquela que se observa há vários anos no Facebook e da que vem sendo gradualmente introduzida no Twitter, onde se assiste a uma hierarquia de publicações nem sempre coincidente com a ordem cronológica. Nestas redes, esta mesma alteração também foi inicialmente mal recebida.

É essa aproximação a outras redes que está a incomodar muitos utilizadores. 

“Olá Instagram. Se eu quisesse usar um site de partilhas de fotos baseado num algoritmo, usava o Facebook. Mas não quero, e por isso é que te uso”, lê-se num de muitos tweets sobre o assunto. Tanto no Twitter como no Facebook, como até no próprio Instagram, a hashtag #RIPInstagram vem agregando um número crescente de mensagens de protesto.