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LOUCO SERÃO

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CRÓNICAS: KU KWATA SOCIEDADE

PROFISSIONAIS FORMADOS EM ROUBO

Por: Júlia Mbumba

Todos nós, de uma maneira ou de outra, precisamos de comer e principalmente pôr o pão dos nossos filhos à mesa, e quando vivemos numa sociedade em que, infelizmente, cada vez mais cada um olha para o seu umbigo.. Então aí a luta é maior. E não é por acaso que as zungueiras, acordam muitas vezes no mesmo dia em que dormem, e ainda de madrugada para batalhar pelo pouco que dão de comer aos seus.
Estas Mulheres que muitas vezes não têm ajuda dos seus maridos,  enfrentam grandes enchentes e filas nos armazéns,  e ainda andam ao sol, muitas vezes com filhos às costas, que muitos de nós ao passarmos ainda comentamos maliciosamente “essas senhoras fazem filhos para sofrer”, quando sabemos que nenhum de nós os faz, e que na nossa “adormecida cultura” faz parte da nossa vida e mesmo riqueza.. Estas mamãs são quase sempre perturbadas nas suas sofríveis actividades pelo grande profissional do roubo, estou a falar do polícia fiscal.
Sim, não há profissional que faz desmandos mais desregrados que o profissional que é posto na via pública para zelar pela ordem socio-económica do cidadão. Quase todos os dias, recebem negócios as zungueiras, mas nunca para chegar a onde de direito, antes para levarem para as suas próprias casas e “agodarem-se” do suor do outro, como forma de ilustrar o amor ao próximo, e o respeito próprio “patentes na sociedade angolana”.
E podemos mostrar o excesso de zelo destes profissionais, quando nos deparamos com eles a assistirem pela cidade cidadãos a minarem pelas ruas ou a deitarem lixo em lugares inapropriados, ou mesmo passarem pelos vendedores ambulantes e zungueiras e nada fazerem e/ou dizerem, e de um dia para o outro (quando estão mais fracos), já lá estão eles, com os seus assaltos a estes profissionais; e pior do que isso, estes grandes “aguerridos” pelo controle do cidadão em via pública, apenas andam preocupados com as infracções administrativas que possuam algum bem, porque quando assim não é, que “se lixe” a tal da ordem social.
Ainda bem que já não podem remover carros da via pública, porque era uma grande vergonha aos negócios por fora que estes faziam com o cidadão que os solicitasse para tirar as suas viaturas do lugar onde estivesse apreendido. Agora, a moda da apreensão dos cidadãos que encontram a lavar carros, ou mesmo a venderem nas ruas para garantir os seus sustentos e os da sua família parece que intensificou.. Isso para não falar do número de pessoas que tendo alguma falha nos seus negócios, vêm os seus documentos retidos pelos fiscais, e a seguir extraviados. 
Mas são as tais coisas que nunca percebemos na nossa sociedade, nunca se sabe quem é quem e nem até aonde vão direitos e deveres de cada um. Coisa para se perguntar.. Até onde vai a autoridade desses Camaradas?